Homem Bomba

sábado, 17 de março de 2012

Acordo com um olho no relógio e outro no vazio ao lado, esse vazio apertado que quase me joga de lado e me arremessa ao chão. Esse dia que parece brilhar com o intuito de me afobar, de querer rir da cara da solidão prostrada em minha face. Nada de justiça nesse meio, onde encontro vontades e desejos e quero segurar com todas as forças mesmo tendo tanto medo. Indecisões e desespero que me sufocam o sono, derramando aos meus pés cada escolha possível até não saber mais escolher, não pensar, não entender... Sou meu melhor inimigo e me destruo milhões de vezes antes de perceber a tragédia que causei, as feridas que deixei e os corpos ao meu redor. Não sou ninguém aparente e por necessidade sou ausente da vida que levo, pois ao aparecer, acabo com quem eu sou e com o que quero ser. Eis que aqui sou, um erro errante constantemente errando nos erros errados, cometendo barbaridades e causando embaraços até no fim sobrar apenas eu e os pedaços do que um dia foi vivo e feliz. Escombros de uma guerra onde não existem sobreviventes, onde tudo acabou repentinamente, sem saber o fim.

2 comentários:

Alê disse...

Doce Leo,

Vivemos, num campo de batalha interno,

É constante! É interrupto!

Karine Tavares disse...

Você tem muito talento, parabéns!


Vem conhecer o meu blog:
leiakarine.blogspot.com

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